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SEAMA Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos

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SEAMA - Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos

Espírito Santo apresenta estratégia para liderar a neoindustrialização verde no Brasil

Publicado em: 10/06/2026 18h24
Foto: Fernanda Furtado / SEAMA

O Espírito Santo apresentou, nesta quarta-feira (10), durante o 1º Encontro de Descarbonização promovido pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), um amplo conjunto de estratégias em andamento para consolidar o Estado como referência nacional na transição para uma economia de baixo carbono. A apresentação foi conduzida pelo subsecretário de Estado de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, Robson Monteiro, que detalhou esta estratégia de Transição Energética no Espírito Santo.

Durante o evento, Monteiro destacou também que as mudanças climáticas já redefinem os fluxos econômicos globais e que a descarbonização deixou de ser apenas uma pauta ambiental para se tornar um fator de competitividade, atração de investimentos e desenvolvimento industrial.

A estratégia capixaba está fundamentada no Plano Estadual de Descarbonização e alinhada às metas nacionais e internacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa e busca preparar o Estado para os desafios e oportunidades da nova economia verde.

O plano é estruturado a partir do Programa Capixaba de Mudanças Climáticas (PCMC) e prevê ações integradas de mitigação e adaptação, com foco em quatro grandes áreas: energia e indústria, transportes, resíduos e agropecuária, florestas e uso da terra (AFOLU). A meta é alcançar a neutralidade climática líquida até 2050, com redução progressiva das emissões ao longo das próximas décadas.

Entre os destaques apresentados está a implantação do sofisticado modelo de financiamento para projetos sustentáveis, por meio do Fundo de Descarbonização. O mecanismo, já em funcionamento e operado pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), é alimentado por recursos públicos e privados para impulsionar investimentos em setores estratégicos, como energia solar, biogás, biometano, hidrogênio verde e tecnologias industriais limpas, reduzindo o custo de crédito para empresas que comprovem avanços em suas metas de descarbonização.

Outra direção de médio prazo é intensificar as ações que visam consolidar o Espírito Santo como um polo de inovações em energias renováveis.

O Estado aposta no potencial da geração eólica offshore, na expansão da produção de biometano e no fortalecimento da cadeia produtiva do hidrogênio sustentável. Entre as iniciativas já em andamento estão parcerias internacionais voltadas ao mapeamento técnico do potencial do hidrogênio verde e à implantação de um grande hub de H₂V na Grande Vitória.

A apresentação também evidenciou o papel estratégico da infraestrutura capixaba para a neoindustrialização verde. A combinação entre logística portuária consolidada, base industrial robusta, ambiente regulatório em evolução e governança voltada à sustentabilidade posiciona o Estado como uma plataforma competitiva para novos investimentos ligados à transição energética.

Segundo Robson Monteiro, o desafio agora é acelerar a implementação dos instrumentos regulatórios, ampliar as fontes de financiamento, buscando reduzir os riscos nas operações de crédito e atrair capitais com maior disposição a investir na agenda de Descarbonização.

Outra importante frente de ação é investir fortemente na formação de mão de obra qualificada para atender às demandas das novas cadeias produtivas sustentáveis.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Victor Ricciardi, a agenda da descarbonização representa uma oportunidade histórica de desenvolvimento para o Espírito Santo. “Estamos construindo um modelo capaz de unir competitividade, inovação e sustentabilidade. A transição para uma economia de baixo carbono não é apenas uma resposta às mudanças climáticas, mas uma estratégia de desenvolvimento que gera empregos, atrai investimentos e prepara o Espírito Santo para liderar a indústria verde do futuro”, afirmou.

O 1º Encontro de Descarbonização da Findes reuniu representantes do setor produtivo, especialistas e gestores públicos para discutir os caminhos da transição energética, da infraestrutura sustentável e das novas oportunidades econômicas associadas à redução das emissões de carbono.

 

Informações à Imprensa:

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