Espírito Santo lança plano inédito de recuperação da vegetação nativa em Linhares e amplia ações na Bacia do Rio Doce
O Governo do Estado, por meio das Secretarias do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e de Recuperação do Doce, realizou na última segunda-feira (30), em Linhares, o lançamento do Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa, iniciativa inédita que consolida estratégias para ampliar a cobertura florestal e fortalecer a resiliência ambiental capixaba. O evento reuniu gestores públicos, especialistas e representantes de instituições envolvidas na recuperação da Bacia do Rio Doce, diretamente impactada pelo rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais.
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Felipe Rigoni, ressaltou o caráter estruturante do plano. “Estamos dando um passo decisivo ao integrar ciência, planejamento e políticas públicas em uma estratégia de longo prazo. A recuperação da vegetação nativa não é apenas uma ação ambiental, mas um compromisso com o futuro do Espírito Santo, com a segurança hídrica e com o desenvolvimento sustentável das próximas gerações”, afirmou.
O plano lançado estabelece diretrizes para ampliar a restauração ecológica em todo o território estadual, com foco especial nas áreas mais sensíveis da bacia do Rio Doce. A iniciativa reforça o compromisso do Estado com a reparação dos danos ambientais e com a construção de um modelo sustentável de desenvolvimento, aliando preservação, produção e inclusão social.
Durante o encontro, também foi destacado o avanço do programa Reflorestar Doce, que amplia as ações de restauração ambiental nas áreas atingidas, promovendo incentivos à recomposição florestal e à recuperação de nascentes e áreas degradadas. E o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrasi, destacou o papel das políticas integradas na reconstrução ambiental da região:
“A descentralização dos R$ 334 milhões para o Reflorestar Doce foi uma das primeiras ações da Secretaria do Rio Doce após a sua criação. Entendemos que as ações ambientais nas cidades impactadas pelo desastre de Mariana, junto com as obras de saneamento, serão primordiais para recuperarmos a Bacia Hidrográfica capixaba. Sem vegetação, o rio continua vulnerável à erosão, poluição e perda de vida. O reflorestamento reconstrói a base natural necessária para que o Rio Doce possa se restabelecer de forma duradoura. Além do Reflorestar, a Serd também já investiu recursos para fortalecer o Cadastro Rural (IntegraCAR) e segue fiscalizando as obrigações ambientais que ainda são de responsabilidade das empresas que causaram o rompimento da barragem em 2015”.
Na ocasião foi realizada a assinatura da publicação do edital de licitação para contratação da gerenciadora do programa Reflorestar Doce, consolidando mais uma etapa estratégica para a execução das ações de recuperação ambiental. O edital, lançado com valor inicial de R$ 39 milhões, prevê a contratação de empresa responsável pela elaboração de projetos de restauração em uma área estimada de 6.850 hectares, abrangendo cerca de 4.200 propriedades rurais distribuídas em 33 municípios capixabas.
Ao comentar a iniciativa, o secretário Felipe Rigoni destacou a importância da estruturação técnica para garantir escala e efetividade às ações: “Estamos estruturando um modelo robusto, com planejamento técnico qualificado e capacidade de execução em larga escala. Esse edital garante que o Reflorestar Doce avance com eficiência, transparência e resultados concretos no território, ampliando o alcance das ações e acelerando a recuperação ambiental da bacia”.
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